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A Fábrica Nacional de Motores nasceu nos
marcos dos acordos firmados entre o Brasil e os Estados Unidos, segundo
os quais o Brasil permitiria a instalação de bases
militares norte-americanas no Nordeste em troca de créditos e
assistência técnica para a implantação da
Companhia Siderúrgica Nacional e de outras indústrias.
Em 1939, o então Coronel Aviador Guedes Muniz convenceu o ministro da Viação e Obras Públicas, João Mendonça Lima, da viabilidade da criação de uma indústria de motores aeronáuticos no país. Muniz argumentava que uma fábrica dessa natureza trabalharia com pequenas cadências de produção e que as dificuldades inerentes à sua instalação seriam menores do que as envolvidas com a produção de motores automotivos, uma vez que estes últimos exigiriam grandes escalas de produção. |
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| (1) A
constituição de uma indústria de mecânica de
precisão contribuiria para esse objetivo maior, através
da introdução no país de novas técnicas e
do uso de máquinas que mediam até um décimo de
centésimo de milímetro, o que representava um fato novo
na paisagem industrial brasileira dos anos 40. Convencido da exeqüibilidade do projeto Mendonça Lima promoveu um encontro entre Guedes Muniz e Getúlio Vargas. Nessa reunião, ficou acertado que Muniz realizaria um estudo de viabilidade técnica e econômica do projeto.(2) |
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aviação, morro do acampamento,
moradia para os solteiros, colégios para os funcionários,
clubes aliança e o piauí são alguns dos exemplos
do que representou a passagem da fábrica para a região.
Em 1947, a FNM constrói os primeiros caminhões brasileiros, após ter assinado um contrato com a fábrica italiana Isota Franchini, que cedeu licença especial para a produção dos veículos. Quatro anos depois, a FNM firma contrato com a Alfa Romeu, de Milão, na Itália, e substitui os modelos ultrapassados pelos caminhões pesados: o Fenemê D-9300. Na década de 60, a Fábrica Nacional de Motores lançou, em Brasília, o Alfa Romeu "JK", em homenagem ao presidente da República. O carro possuía seis lugares, motor quatro cilindros, 110 cavalos de potência, seis mil rotações e cinco marchas para frente. A queda na produção, o endividamento com o BNDES levou a venda da estatal para a Alfa Romeu, em 1968. Durante oito anos, a Alfa Romeu produziu carros de tradição, que levavam a sua marca. Predominavam o arrojo e a elegância de suas linhas. O que agradava em cheio boa parte da elite brasileira. Em 1976, a Fiat comprou as instalações da Alfa
Romeu e iniciou um processo lento de modernização do
parque industrial. |
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